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Atendimentos e Tratamentos

 

Atendimento de Massagem Ayurvédica no Chão (Kalari Massagem)

É recomendado pelo ayurveda que qualquer procedimento para ser aplicado o paciente/cliente deve passar por uma consulta/avaliação previamente por um profissional qualificado em ayurveda, para que seja assim determinada qual é a sua prakriti (dosha "original") e vikriti (dosha em desarmonia). Mais informações em relação as consultas/avaliações, clique aqui.
 
Essa forma de aplicação de massagem só é encontrada no sul da Índia, mais precisamente no estado do Kerala. O Kalari não faz parte diretamente do sistema ayurvédico de saúde, mais com certeza complementa e muito essa divina arte.
 
A massagem Kalari se encontra no meio de duas das tradições mais notáveis, a Ayurveda e a Siddha.
 
Esses maravilhosos sistemas de medicina incluem variados tipos de massagem, tratamentos e uso de medicamentos naturais à base de ervas principalmente. A tradicional massagem de marmas Kalari é, nos dias de hoje, uma das mais populares dessas tradições.
 
A massagem Kalari pode ser feita com os pés ou com as mãos. Ela nasce para o lutador de Kalari, a antiga arte marcial indiana. O tratamento realizado com os pés permite ao massageador praticar sobre quem recebe determinados movimentos e posições de alongamento, enquanto realiza a massagem com os pés. Trabalha sobre os Nadis, os canais energéticos do corpo estimulando seu fluxo, tonificando a musculatura e dissolvendo as contraturas.
 
Suas Origens:
Essa massagem é originária da antiga tradição do Kalari – “Kalari Payat”, a arte marcial indiana, provavelmente uma das mais antigas do mundo. No
 
Kalari Payat o corpo e a mente se exercitam como uma dança. O Kalari contém elementos da Yoga, dança indiana e da medicina ayurvédica. Kalari, em sânscrito, significa “treinamento para o campo de batalha”.
 
O pai da tradição Siddha é Shiva, difusor das práticas de Yoga, do Tantra e de muitas outras ciências e tradições como a alquimia, a arte da guerra, do amor, etc. O Kalari Payat nasce em Vasudeva, no estado de Kerala, sul da Índia. Várias são as lendas sobre suas origens. Dentro da mitologia indiana, se narra que o lendário sábio indiano Parasuram, seguindo os ensinamentos do deus Shiva, fundou essa disciplina. A fim de difundir a arte do Kalari Payat, Parasurana funda 108 kalari em toda Kerala e decide em transmitir os seus ensinamentos de geração em geração. Ligado ao Yoga era utilizado pelos guerreiros, mas ao mesmo tempo, vinha concebido também como um método de cura para se manter um estado de bem estar e saúde, útil para fortalecer a musculatura e tonificar o corpo. O Kalari não é somente uma prática física, mas representa também o lugar sagrado de retiro em si próprio, onde o guerreiro celebra o “Puja”, cerimônia de adoração, antes de iniciar o combate.
 
Uma outra lenda diz que é um filho de Shiva, Kartikeya, que desenvolve o conhecimento guerreiro de como atingir para matar ou curar dependendo do caso.
 
Desse conhecimento se desenvolve a tradição do Kalaripayat, e nessa tradição que se fala dos marmas e de como tocá-los. Antes de chegar ao conhecimento profundo de tais pontos, o iniciado se aproxima da Yoga e das artes marciais e, sucessivamente ao se aprofundar no percurso, ascende aos níveis mais sutis de como tirar a vida ou curar, graças ao conhecimento secreto dos pontos vitais.
 
As origens do Kalari são cheias de mistério, provavelmente fazem parte da tradição Siddha de Kerala e dos estados dravídicos do sul da Índia (Kerala, Tamil Nadu, Karnataka e Orissa). 
 
Sucessivamente, com o encontro das etnias do norte (ligadas à Ayurveda) e do sul (onde era forte a tradição Siddha), também a massagem kalari dos marmas vem incorporada na tradição ayurvédica, mas é bom notar que se mantêm duas vias paralelas, sinérgicas e ao mesmo tempo distintas.
 
Hoje, a tradição ayurvédica é muito conhecida no mundo, porém não se pode dizer o mesmo da tradição Siddha. A tradição Siddha do sul da Índia é um corpo de conhecimento distinto e extremamente ligado ao Tantra. Assim como a Ayurveda é ligada com os Vedas.
 
No que ainda diz respeito à tradição Siddha, uma de suas características principais é o modo de preparação dos seus complexos medicamentos (que na Ayurveda são chamados de “bashma”), notadamente uma metodologia de processos alquímicos. Assim também o conhecimento dos Nadis e dos pontos vitais, marmas, vão sendo incorporados naturalmente no corpo de conhecimento védico. O conhecimento dos pontos vitais rende um grande interesse para a medicina atual, porém podemos ver seus traços desde os textos cirúrgicos do clássico “Susruta Samhita”, que remontam o sec. V a.C. Esses tratados diziam respeito às práticas cirúrgicas, e o conhecimento dos pontos anatômicos dos marmas permitia aos cirurgiões em anestesiar o paciente com uma precisa pressão sobre os pontos vitais inibindo o sistema nervoso. Para as operações cirúrgicas, o conhecimento dos Nadis e marmas era imprescindível para fazer as incisões e operações necessárias sem ferir linhas estratégicas onde flui o prana, a energia vital.
 
Dentro desse contexto se pode afirmar que na Ayurveda, o conhecimento dos marmas vem assimilada aos fins cirúrgicos, mais que curativos em si mesmo. Na tradição Siddha, por sua vez, o conhecimento desses pontos vitais e suas formas de massagem ganham um papelo principal.
 
O kalaripayat é um desenvolvimento da ciência do Tantra e da Yoga, e o seu sistema médico é embasado na ciência da medicina Ayurveda e Siddha. A prática do kalaripayat promove num modo assim bem eficaz, antes de tudo, a força física, a flexibilidade, o equilíbrio e o pleno controle do corpo, bem como inegáveis benefícios ao nível mental e emocional, como um caminho para ampliar e potencializar as próprias capacidades psicofísicas e tornar mais profunda a própria consciência, um meio de integração corpo-mente.
 
Na realidade, os praticantes de kalaripayat são os verdadeiros depositários da ciência dos marmas, com seus refinados mestres de massagens e manipulações do corpo com óleos medicados.
 
(muitos trechos deste texto foram retirados do artigo do Italiano Michele Ranieri)
 
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