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Quando quase me tornei uma Swamini !

por Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)
13/05/2009

Comecemos então por entender o que significa esta palavra, Swami.

Swami é uma palavra que vem do sânscrito SWAMIN.

Esta palavra tem vários significados.

Estes significados variam desde D’eus em algumas tradições até simplesmente "senhor” para designar respeito a pessoas mais idosas.

Monges, Sacerdotes e Instrutores em alguns segmentos Iniciáticos também recebem este título, pois representam aqueles que já governam a si mesmos, como designa a palavra SWA que é igual a Eu Superior; sendo assim entende-se que eles tem o conhecimento de seus Eus Supremos.

Esses então estariam no seu quarto estágio de consciência humana.

Em algumas tradições por uma postura cultural, se outorga estes títulos a todo aquele que ingressa em suas seitas como um reconhecimento de suas vontades.

Historicamente, esta forma de tratamento vem sendo utilizada desde tempos imemoriais para designar aquele que tem a primazia em erudição, conhecimento ou até mesmo poder.

Quando reconhecemos uma pessoa como um “Swami”, ou seja, uma pessoa que trabalha no mínimo sua “quarta essência”, podemos chamá-los carinhosamente de “Swamiji” para os homens e “Swamini” para as mulheres, que é o diminutivo das respectivas palavras; assegurando sempre que este reconhecimento nunca vem de um aspecto de personalidade ou sexual e sim de um aspecto puramente Espiritual.

Um Swami sempre se veste com roupas da cor Laranja, pois esta cor significa o equilíbrio absoluto entre corpo e mente, categorias especificamente reinantes em nossa terceira dimensão onde habitamos em um corpo denso. Vejam aqui a importância do significado e respectiva responsabilidade daqueles que usam esta cor em suas vestimentas como representantes desta categoria de seres em nosso planeta, ainda que humanos mas já com uma porção relevante de Divindade se expressando através deles mesmos.

Existem várias tradições que trabalham com esta posição de seres, designando a todos eles posturas de vida social e particular diferentes, de acordo com seus respectivos trabalhos. Mas há também os caminhos e respectivas Escolas que não utilizam esta graduação como por exemplo, o Suddha Dharma Mandalam que é a Escola que eu represento, pois Ela trabalha a “Quarta e Quinta Essência” do aspecto do Ser dessa mesma consciência.

Em uma outra esfera de atuação, também pode acontecer de uma tradição reconhecer o trabalho e valor de outra e assim homenagear essa outra tradição com o oferecimento honorário de títulos de sua escola ou Segmento Espiritual, como de “Swamis” e “Acharyas”.

Foi o que exatamente aconteceu comigo !

Pelo reconhecimento de trabalhos realizados, recebi o título honorário de “Ashramacharya” pela Federação Internacional de Yoga, o qual aceitei e sou muito agradecida por este reconhecimento e carinho, já que “Acharya” é um Professor, Instrutor, Guru, graduações que eu já havia conquistado dentro mesmo do próprio Mandalam do Suddha Dharma, como também o de Gnana Dhatha que é áquele que adquiriu o conhecimento correto.

Também por esta mesma Federação Internacional, recebi de forma honorária o título de “Swamini”, título este que não aceitei, pois a escola em que atuo não reconhece este título, sendo que nosso caminhar nesta Instituição é graduada em 4 (quatro) níveis, sendo respectivamente: Dasas, Thirthas, Brahmas e Anandas.

No Mandalam do Suddha Dharma estes níveis de Brahma ou Ananda, implicam diretamente que sejam levados ao que chamamos de estado de “Brahmacharya”, que é um estado de poder, chamado Purusharta, que se alcança na culminação de cada grande estado de consciência sendo, a busca da prosperidade, “Artha”, a busca da felicidade, “Kama”, a busca da realização interna, “Dharma”, a busca da liberdade, “Moksha”, e a busca da transcendência, “Prapti” , que trabalha os quatro principais estados de consciência (quarta essência citada acima) e seus respectivos intermediários, os quais são a base do trajeto da consciência humana coletiva e individual em sua escala evolutiva até alcançar-se o Adeptado ou grau de o quinto estado de consciência (a quinta essência também citada acima).

Brahmacharya é uma palavra composta do idioma sânscrito que quer dizer Brahm, que é D’eus e Acharya que quer dizer, sábio servidor.

Em suma, Brahmacharya é o estado em que através do reto cumprimento dos deveres e responsabilidades no processo do mundo e do desapego ao resultado de seus atos, o indivíduo alcançou total puificação da sua natureza física, percepcional, mental e emocional, tendo se qualificado para ser um sábio servidor ou um perfeito instrumento para a realização da Obra Divina no mundo.

Assim, o “Brahmacharya” tem necessariamente a condição da castidade que é “a virtude reguladora da natural inclinação para os prazeres sexuais”, podendo ser celibatário ou não, já que celibatário quer dizer literalmente “o estado de solteiro”. No ângulo da chamada moral, Brahmacharya quer dizer, o puro de pensamentos, de palavras e de obras.

Um “Brahmacharya” também trabalha seus aspectos de:

_ Sannyasa ou Abhyaga-yoga, que significa renúncia, desprendimento, abnegação e etc.... ou convergência dos sentidos.

_Tyaga, Vairaga ou Shama que é o completo desapego ao fruto da ação, com a devida dedicação deste à Divindade.

_ Yoga, que quer dizer “Síntese”, que por sua vez é o Glorioso Poder de Criar, Preservar e Reintegrar. Técnicamente é a plenitude alcançada pela correta execução dos atos, desapegado do resultado e dedicação dos mesmos à Divindade.

Sómente a D’eus, o “Brahmacharya” está apegado por devoção !!!!!!

O mais bonito de tudo isto, é que há diversos caminhos e em cada um destes caminhos inúmeras possibilidades que nos enriquecem até nos definirmos como totalmente preenchidos do Amor em D’eus .

Isso é Maravilhoso !!!!!!

Fui e continuo sendo FIEL a minha tradição, mas reconheço e evidencio a Grandiosidade, Benevolência, Verdade e Generosidade também das outras Escolas, Tradições e Segmentos que são em suas potencialidades formadoras de seres altamente reconhecidos e capacitados na realização do Amor e da Felicidade.

Nesta manifestação, eu me esforço para cumprir meu Dharma com realeza e simplicidade, objetivando internamente a conquista de um estado de Bem - Aventurança de Ser (Ananda).

Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)

Praticante e estudiosa de Suddha Raja Yoga desde 1974, Gnana Dhatha (Sacerdotisa) da Suddha Dharma Mandalam, recebeu o título honorário em 2004 de Ashrama Acharya (Instrutora) reconhecido pelo Conselho Mundial de Yoga. Yogaterapeuta especializada em Psicologia do Yoga, também capacitada em outras técnicas como: gemoterapia, florais, reiki, cromo e laya yoga. Fundou em 1994 o Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala.
suddha dharma, yoga, meditação


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