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Saint Germain – E a transformação do Novo Milênio

por Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)
14/08/2007

Por: Gilberto Schoereder

Quem é Saint Germain de que tanto temos ouvido falar nos últimos anos?
As explicações variam, mas todas concordam em um ponto: ele está atuando diretamente junto às consciências e espíritos humanos com o objetivo de tornar o planeta melhor e mais evoluído.

De uns tempos para cá temos ouvido muito sobre um Mestre de nome Saint Germain, geralmente visto como um ser iluminado que fornece instruções para uma vida espiritual mais elevada — uma espécie de guia para conduzir a humanidade até seu próximo patamar evolutivo, sem violência e em harmonia.

Ele é apresentado de diversas formas, tendo atuando em carne e osso durante vários períodos da História, e em espírito constantemente.

Diz-se que sua última encarnação no planeta foi na época da Revolução Francesa, quando se apresentou como o Conde de Saint Germain, visto por toda a nobreza européia como um homem capaz de fazer milagres — um alquimista de poderes fantásticos, tendo vivido cerca de 500 anos sempre com a mesma aparência.

Mas diz-se também que ele já esteve entre nós em tempos bem mais remotos.

No livro Os Senhores dos Sete Raios, Mark L. Prophet e Elizabeth Clare Prophet explicam que há mais de 50 mil anos existiu uma grande civilização no local onde hoje se encontra o deserto do Saara, e que essa civilização era governada pelo mesmo Saint Germain.

Segundo os autores, as pessoas que habitavam esse país, súditos de Saint Germain, detinham o uso pleno e consciente da sabedoria de Deus, com faculdades que hoje nos pareceriam muito acima do humanamente compreensível.

Saint Germain, como governante da região, mantinha viva a memória das pessoas de que estas eram oriundas do Grande Núcleo do Cosmos Espiritual-Material, e que sua função na Terra era se tornar centros solares, extensões do Deus Único.

 Essa civilização entrou em declínio no momento em que as pessoas passaram a se interessar mais pelos prazeres passageiros dos sentidos, perdendo a consciência do poder divino.

O governante — representante encarnado da Hierarquia Espiritual da Terra, chefiada por Sanat Kumara — recebeu então instruções de um conselho cósmico para deixar o império e seu povo, para que eles aprendessem sobre as leis da vida pela experiência própria.

 Desta maneira, ainda segundo os Prophets, o objetivo das sucessivas encarnações de Saint Germain sempre foi libertar os filhos da Luz.

Outras Vidas
Saint Germain também teria retornado à Terra como Sumo Sacerdote no Templo da Chama Violeta, na Atlântida, há cerca de 13 mil anos.

 E novamente como o profeta Samuel e como São José.

Posteriormente, foi o soldado romano Albano e o mestre e mentor dos neoplatônicos da Grécia.

 Ressurgiu como o mago Merlin, uma das figuras mais conhecidas e comentadas das lendas da Grã-Bretanha, que muitos diziam possuir poderes mágicos fantásticos.

Numa das encarnações teria sido Roger Bacon (1214–1294), outra figura misteriosa da história, com conhecimentos científicos impossíveis para a época em que viveu.

Diz-se ainda que Saint Germain teria encarnado como Cristóvão Colombo (1451–1506) e como Francis Bacon (1516–1626).

 A última encarnação teria sido justamente na personalidade de Conde de Saint Germain, cuja presença na sociedade européia foi como uma bomba — alguns o viam como charlatão, alquimista, espião a serviço de diversas potências e diretamente envolvido nos acontecimentos políticos do século XVIII.

Carmen Balhestero, diretora da Pax Universal, diz que atualmente o foco principal do mestre Saint Germain na Terra localiza-se no Monte Shasta, Califórnia, um dos locais mais comentados e procurados por místicos de todo o mundo.

 “Ele irradia vibrações através daquele local”, ela explica.

“Várias pessoas da cidade que fica próxima dali já viram algumas coisas estranhas acontecendo no monte, como imagens de anjos que surgiram quando as pessoas estavam vendo televisão”.

 Segundo Balhestero, a forma de atuação de Saint Germain é muito simples e não necessita de nenhum aparato especial.

Por exemplo, se as pessoas que estiverem lendo essa matéria agora quiserem consagrar um espaço a ele, à energia do Mestre, basta escolher um local ou objeto como o foco dessa energia.

Não é preciso comprar livros sobre o assunto, uma vez que Saint Germain vê o coração das pessoas.

 “Se a pessoa quiser ser um foco”, ela continua, “pode abrir o coração, determinar um horário uma vez por semana e permitir que a energia divina flua através dela para a Terra.

 O Mestre quer mais focos de luz”.

Carmen diz que Saint Germain — que também voltou a Terra como energia inspiradora de Shakespeare e Leonardo da Vinci, e fundou a maçonaria e a Sociedade Teosófica — é um ser que já venceu este nosso plano dimensional.

 “Ele é um sol, como todos nós somos; só que ele é mais forte.

Ele tem vários raios.

O sol empresta raios de luz para que ele tenha personificações em corpos diferentes, para poder atuar na Terra”.

 E, em sua última encarnação, diz a mística, Saint Germain mais uma vez procurou evitar o sofrimento das pessoas, o que aconteceria com a chegada da Revolução Francesa.

 “Só que o livre arbítrio humano levou à Revolução Francesa”, ela conta. “Saint Germain falhou?

 Não, porque a lei espiritual, a lei universal, a lei de Deus diz que ninguém tem o poder de interferir no livre arbítrio de outra pessoa.”

Hierarca
Margareth Gonçalves, Presidente Instrutora do Ashram Sarva Mangalam da ordem mística Suddha Dharma Mandalam, detalha a situação e importância de Saint Germain em nosso planeta explicando que a constituição suprema da Terra é de Sri Bhagavan Narayana (o Deus Planetário), Naradeva (um fragmento do próprio Narayana), Sri Yoga Devi, a Grande Mãe (a Shakti de Narayana), os quatro Manús, os quatro Kumaras e os Sete Grandes Rishis — ou seja, Hierarcas, Sábios e Videntes a cargo dos sete raios, e mais trinta e dois Siddhas.

“Este mesmo Narayana”, ela explica, “se manifesta como Dakshinamurti, Sanat-Kumara, Melquisedeck e também como os quatro Kumaras (que são arcanjos).

 Todos vieram de Vênus.

Saint Germain é reconhecido pela Suddha Dharma Mandalam como Devapi.

 Ele é um dos sete Hierarcas que atuam próximos a Bhagavan Narayana, também chamados de Sapta-rishis — os senhores dos sete raios ou reckas, no hinduísmo, também conhecidos como Rekhacharias ou instrutores dos raios.

 Cada um ocupa um lugar de destaque. Especificamente, Devapi é considerado O Senhor do Bhulokas, o representante direto de Bhagavan Narayana.

Ele tem o cargo de Rei e é o Senhor de todos os que estão ocupados no ensino da Yoga Brahma Vidya, a Ciência Sagrada Espiritual”.

Bhulokas é o sétimo plano da consciência, ou sétimo raio, que representa a energia terrena.

 “O nome desse Hierarca”, continua Margareth, indica por si só a particular função que desempenha no Divino esquema, que tende a proteger e impulsionar a marcha da criação de Deus.

 Em outras palavras, sendo Devapi o representante direto do Senhor Narayana, fica óbvio admitir que Ele é o próprio Diretor Planetário, somente ocupando outro cargo, que é fruto de sua própria essência.

Portanto, sua importância é suprema, da categoria de uma deidade máxima”.

Margareth Gonçalves não cita o Monte Shasta, mas vê a atuação de Saint Germain no plano físico de forma ligeiramente diferente.

“Segundo o ponto de vista da Suddha Dharma”, ela explica, “em primeira estância, Saint Germain é o próprio Narayana, o diretor do nosso planeta.

 Ele está contido em tudo e em todos”.

 Uma visão que concorda com a de Balhestero, quando ela afirma que basta abrir o coração para se aproximar do Mestre.

 “Ele está contido em tudo e em todos”, explica Margareth.

 “Basta ter vida, através da Chispa Divina que habita no nosso coração espiritual, ou seja, o nosso Atman, ou espírito.

 Fisicamente, Ele habita uma aldeia sagrada chamada Shambala, juntamente com mais nove oficiais —rishis, maharishis, yoguis, mahatmas e siddhas.

Cada um desses oficiais está dedicado à nobre tarefa de proteger o bem-estar da humanidade”.

Shambala, da qual já se falou muito nos séculos XIX e XX, encontra-se ao norte do Himalaia, juntamente com outras quatro aldeias sagradas, mais precisamente na região de Badari-Vana.

 “É nessa região que está constituída a sede da Suddha Dharma Mandalam.

Todos que ali habitam, inclusive Devapi, são adeptos da Suddha Dharma”.


Várias Visões
A Suddha Dharma atribui pouco significado às encarnações anteriores de Saint Germain, se ele foi ou não aquela figura misteriosa da corte francesa.

 “Para nós”, diz Margareth, “esses fatos servem como curiosidade e não têm uma importância tão relevante.

 O mais importante é o que somos e o que representamos aqui e agora.

Claro, reconhecemos as informações, mas não nos deixamos influenciar por elas.

O passado é de extremo interesse para o ser que o tem, pois o passado dita carmicamente os atos, passando para esse ser qual será sua provável colheita, ou seja, seu dharma, sua lei.

 Portanto, para nós, Devapi é Devapi.

Ele não deixa de ser mais ou menos por ter sido este ou aquele em personalidade.

 Hoje, Ele exerce a função de um Hierarca.

Luz pura, consciência plena, vontade determinante.

 É isso que o faz grandioso.

Não cultuamos em hipótese alguma a personalidade.

 Ele conquistou essa condição, por isso, tornou-se Mestre”.

Dada a imensidade de pessoas que atualmente se referem a Saint Germain, parece inevitável que as visões a seu respeito tenham diferenças.

 Nos casos em que ocorrem canalizações de mensagens, é de se esperar que elas sejam diferentes, que sejam interpretadas de formas diversas, de acordo com a cultura e história pessoal de cada um.

Algumas pessoas chegam a afirmar que existe uma dose de má-intenção por parte de algumas pessoas ou grupos, aproveitando-se da fé das pessoas para obter algum tipo de ascendência ou ganhos financeiros.

Para a Suddha Dharma a questão é simples: todos estamos em contato com Saint Germain, uma vez que Ele é considerado o próprio governante planetário como Devapi, exercendo o poder do próprio Deus diante do nosso progresso espiritual.

Para Carmen Balhestero essa situação também é facilmente explicada, uma vez que existem milhares de pessoas no mundo recebendo a influência do grande iluminado.

 “O que o plano espiritual gostaria e Saint Germain quer”, diz Balhestero, “é que cada um possa estar canalizando, porque aí cada um sabe de si e vive bem, em plenitude”.

 Mas ela acrescenta que, nesse caso, também deve ser considerada a questão do ego.

“Na época em que comecei a canalizar, 21 anos atrás”, ela conta, “a palavra canalização sequer era usada.

E não é que as outras pessoas não estejam recebendo (as mensagens).

 Mas, veja bem: eu faço jejum toda semana, sou vegetariana há 21 anos, tenho uma prática diária, porque espiritualidade é o que você é 24 horas por dia.

 Não se trata de ir a um local, num dia da semana e receber o plano espiritual, canalizar.

Mesmo para mim foi difícil aceitar e acreditar que esses seres estavam vindo a mim.

Não acho que exista maldade das pessoas.

Eu acredito que todo mundo queira acessar essa energia dos Grandes Seres, mas às vezes tem muito do consciente da própria pessoa”.

Os Seres de Luz
Segundo Carmen é fácil identificar corretamente quem são os seres de luz, os que pertencem à Fraternidade Branca Universal: eles jamais dão uma notícia negativa, pois para eles a negatividade não existe.

 “A negação, as trevas, é criação humana, não de Deus.

 Espírito de Luz não conhece o outro lado, conhece luz, amor, paz.

O resto é criação do ego, da personalidade, é energia da Terra.

Eu também fico triste, fico chateada com as minhas coisas aqui no dia-a-dia, mas não deixo que afetem meu lado espiritual nunca.

Conheço várias pessoas que começaram no caminho espiritual e, depois, porque a vida profissional ou principalmente a vida afetiva não estavam bem, eles fecharam a porta espiritual, e dizem que só voltam ao caminho se seu lado afetivo ou profissional for solucionado.

 Isso não tem nada a ver, porque com Deus você não barganha, com o plano espiritual não existe essa situação de ‘só faço isso se você me fizer aquilo’.

Infelizmente, vejo muito disso na consciência nas pessoas aqui”.

Balhestero diz que parou de falar em conferências internacionais justamente devido a um desses momentos em que o ego fala mais alto.

 Durante uma conferência, em 1990, uma mulher se aproximou dela e disse: “Eu recebo o arcanjo Miguel.

 Quem você recebe?”.

 “Achei aquela frase o fim da picada”, conta Carmem.

 “Interessa quem você recebe?

 Interessa quem você vê?

 O que interessa é a mensagem, para que as pessoas vivam felizes e não fiquem nessa disputa de ego.

 Todo mundo tem acesso a tudo.

 É por isso que adoro a Fraternidade Branca e amo Saint Germain.

 Ele me falou que eu posso parar com tudo a qualquer momento e continuar com minha vida, porque abdiquei de muita coisa de minha vida pessoal e profissional para estar vivendo 24 horas o plano espiritual, como ele pediu.

 E não me arrependo — eu faria tudo de novo.

Acredito que as pessoas estão com uma ânsia de conhecer tudo a respeito de espiritualidade — e como a Fraternidade Branca é um assunto novo, e as pessoas estão percebendo que a energia está muito forte e os mestres estão muito presentes, todo mundo quer acessar essa irradiação”.

Isso não representa um problema, segundo a mística, mas é preciso tomar cuidado com outras coisas.

“Como os Mestres podem cobrar para atender?”, ela questiona.

“Tem pessoas que atendem individualmente, cobrando porque vão receber uma canalização do mestre x, y ou z. Não tenho nada contra o dinheiro, acho ótimo na parte profissional.

Mas na parte espiritual você não pode misturar as estações, principalmente quando o trabalho está guiado por esses seres da Fraternidade Branca, porque eles estão preocupados com o bem-estar do todo, não querem ego, individualidade.

 O que eu acho legal é que eles trabalham em fraternidade.

 É um por todos e todos por um.

É todo mundo trabalhando pela humanidade, e não por um fulano ou fulana que está nos EUA, na Suíça ou em outro lugar.

 Se o Mestre é de luz e da Fraternidade Branca, ele nunca vai cobrar.

Acho o fim da picada as pessoas pensarem que, para valorizar alguma coisa, é preciso pagar.

 Eu acredito, como Saint Germain diz, que a mente humana está muito doente, as pessoas estão muito longe da verdade”.

O Trabalho na Terra
Desconsiderando as pessoas preocupadas com o ego e outros assuntos que nada têm a ver com espiritualidade, os pontos de vista sobre Saint Germain são convergentes, especialmente no que se refere ao seu trabalho no planeta.

 “O trabalho dele”, explica Margareth Gonçalves, “bem como o de toda a Hierarquia, é inspirar-nos para que elevemos nossos níveis consciencionais aos mais altos planos de glória, porque só assim conseguiremos alcançar a mente unitiva, o Bhavana.

 Ele também nos inspira no supremo caminho da transmutação do karma negativo para karma positivo.

 Através da chama violeta — cor que designa a mais alta condição de espiritualidade —, Ele nos dá a condição plena de entrar em contato com nosso Eu Superior.

 Ele também nos relembra sempre de como deve ser nosso caminhar na vida prática, utilizando os rituais e a chama sagrada.

Está em suas mãos a custódia do planeta.

Saint Germain é mago, alquimista, nos transmite e faz recordar toda a nossa história com a magia branca.

 Ele nos faz entender a grandiosidade que somos, levando-nos sempre a uma consciência cada vez maior, nos possibilitando o entendimento da Yoga-Brahma-Vidya, que nada mais é do que a síntese do amor de Deus”.

Para Balhestero, a função de Saint Germain é intuir as pessoas, para que o mundo se transforme num lugar melhor, uma vez que as pessoas estão acabando com o planeta e nenhum ser iluminado pode gostar disso.

 “Ele chama muito a atenção para a consciência ecológica”, ela diz.

 “E agora o Mestre está superousado: ele quer a imortalidade e o rejuvenescimento.

Ele acredita que, se as pessoas atingem a maestria da alma, o corpo não precisa ir embora, não precisa perecer.

 Eles gostariam que os seres humanos assumissem o ser crístico e pudessem viver em harmonia e paz”.

Fica evidente que Saint Germain, ou Devapi, deve ser considerado como muito mais do que um simples nome a ser utilizado para chamar a atenção das pessoas e formar grupos, a partir dos quais algumas pessoas podem assumir posições de poder.

 Como ocorre em tantos setores da vida espiritual, com tantas mensagens canalizadas, com tantos grupos, seitas, religiões, espíritos, seres de luz, ou seja lá qual a designação que se queira utilizar, o bom senso e a observação se tornam fundamentais.

É preciso saber distinguir os que estão trabalhando pelo bem da humanidade daqueles que só procuram o favorecimento pessoal, material.

E talvez essa tarefa nem seja tão complicada assim: basta observar a vida dos políticos e fazer tudo ao contrário.

Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)

Praticante e estudiosa de Suddha Raja Yoga desde 1974, Gnana Dhatha (Sacerdotisa) da Suddha Dharma Mandalam, recebeu o título honorário em 2004 de Ashrama Acharya (Instrutora) reconhecido pelo Conselho Mundial de Yoga. Yogaterapeuta especializada em Psicologia do Yoga, também capacitada em outras técnicas como: gemoterapia, florais, reiki, cromo e laya yoga. Fundou em 1994 o Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala.
suddha dharma, yoga, meditação


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