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Mestres Iniciadores Externos

por Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)
20/02/2012

Os Guias Invisíveis e seus trabalhos

Conheça mais sobre os hierarcas que, com imensa paciência, amor e dedicação por nós, acompanham nossa caminhada no planeta, atentos aos nossos passos, ações e motivações, visando ao nosso aperfeiçoamento espiritual.

Desde a instauração da Suddha Dharma Mandalam em nosso mundo, maravilhosos seres executam o Divino trabalho de Sri Bhagavan Narayana. Estes excelsos Mestres (Gurus), com seu imenso amor por nós, trabalham incansavelmente, para que possamos progredir através de um caminho onde os conhecimentos adquiridos, nos levarão algum dia a contemplar a luz da sabedoria eterna. Os Mestres Iniciáticos externos se chamam Vyasas, Rishis, Siddhas, Mahatmas, Hamsas, Manus, etc, nomes com os quais se designa o oficio que estes seres executam. No ocidente estes nomes são conhecidos como Anjos, Arcanjos, Serafins, Querubins, Potestades, etc., ou ainda Mestres dos Sete Raios. Uns trabalham diretamente conectados ao mundo, outros trabalham desde o plano mais sutil, mas cada um com as faculdades necessárias e sempre dispostas a realizar sua tarefa coordenadamente em beneficio da humanidade, de acordo com as circunstâncias de tempo e lugar. Então vejamos qual é o nobre trabalho destes grandes seres:

Etimologicamente a palavra Vyasa se refere a quem mantem a ciência do Yoga Brahma Vydia (Fraternidade Branca Universal) através de análise. Um Vyasa executa seu trabalho altruísta de acordo com a natureza do país, da época e ao seu gonglomerado humano, e tudo isto é designado por Sri Bhagavan Narayana (Dirigente oculto de um Planeta). Eles são e agem como Governantes Espirituais de um país, trabalhando desde uma posição imperceptível para o comum dos seres humano, devido a sua alta evolução e espiritualidade. Yoguis, Siddhas, Mahatmas ou Maharishis pode assumir este oficio de Vyasa quando o senhor dirigente deste mundo (Narayana), assim o determina.

Vou acrescentar a estas informações, que, nos Puranas, que são escrituras Sagradas que nos parecem ter sido compostas para um entendimento mais claro dos Vedas (escrituras mais antigas ainda), para um povo de pouca instrução espiritual, aparecem narrações e lendas dos Deuses e nestas lendas se menciona a existência de 28 Vyasas que em varias épocas, desceram a terra para promulgar as verdades védicas.

Destes Vyasas alguns foram autores dos escritos em que se narram as epopéias do Ramayana (historia do Maha Avatar Rama), e do Mahabarata, outros Vyasas expõem a ciência do verdadeiro e Supremo Yoga, ainda outros instruem a cerca das grandes ciências e artes existentes no mundo e ainda outros Vyasas são expositores da grande ciência da filosofia da vida. Estes seres seguem trabalhando no plano sutil e podemos dizer que e são dotados de paramátmica e fulgência, quer dizer suas formas possuem o resplendor do deus manifestado (Deus Planetário), é daí que a energia divina é o que os impulsiona e ativa seus trabalhos em prol da humanidade, executando os seus ofícios sem nenhum impedimento, livres impulsionados pela ideação pura tendo o conhecimento total da origem da cosmogêneses, das leis que governam a evolução, da involução e seu múltiplo e unitário processo de vida, dizemos normalmente que eles são ao mesmo tempo Humanos e Divinos.

RISHIS
Com respeito aos Rishis seu nome significa “A Faculdade de Possuir a Visão Oculta”, mediante a qual eles percebem as tábuas akáshicas (memória cósmica), onde estão escritos todos os sons relacionados com os Mantras Sagrados (Mahavakhyas), inspirados pelos grandes Mestres ou Hierarcas da terra e gravados durante sua presença e encarnações divinas quando vem a trabalhar pelo progresso da humanidade (Avataras). Estes sublimes seres se distinguem por seu vasto saber e apesar de já terem completado sua evolução, permanecem trabalhando pela humanidade desde os mais altos planos sutis, mas sempre em contato com a humanidade. Estes seres trabalham pelo mundo de acordo com uma classificação determinada; é assim que existem os Maharishis, os Brahmarishis, os Paramarishis e os Devarishis ou Jathas.

Os primeiros desta ordem, os Maharishis se caracterizam por possuir o poder sobre a bendição e a maldição de acordo com as necessidades do dharma (lei), sendo eruditos no Ashtra–Yoga, ou seja, a ciência das pedras místicas, que são certas pedras preciosas com poderes ocultos.

Os segundos, os Brahmarishis, estão encarregados de propagar todos os conhecimentos existentes, sendo eles muito versados e sábios nestes mesmos conhecimentos. Seu trabalho pela humanidade leva o título de Samnyasa e Tyaga, ou seja, são renunciantes ao fruto de suas ações, as quais são inteiramente dedicadas a Divindade.

A terceira categoria os Paramarishis, se caracterizam pelo conhecimento da ciência sintética do Absoluto (Suddha Dharma Mandalam), sendo eles mesmos adeptos da prática da Suddha Yoga e instrutores da Yoga Brahma Vydia (Suddha Dharma Mandalam), plenos de grande compaixão e de uma austeridade perfeita para poder trabalhar pelo progresso do mundo.

Os Devarishis, quartos nesta ordem, estão estreitamente relacionados com o governo dos mundos, iluminando-os com sua Divina Luz; também podem ser reconhecidos com o nome de Jathas.


SIDDHAS
Com relação aos Siddhas, eles são de categoria dos adeptos e desempenham seu trabalho no Plano Mental e no Plano Mahat, de onde podem realizar a Divindade em seu aspecto Onipresente.

Ao possuir o dom do total conhecimento e praticando a total devoção, eles realizam todas as excelências no processo do mundo, sendo dotados com a graça da longevidade, podendo assim desempenhar seu maravilhoso trabalho até quando eles acharem necessário.

Estes Seres Divinos da ordem dos Siddhas são conhecidos também com o nome de Maharattas e estão dotados de grandes faculdades, por exemplo, o conhecimento do tempo em suas três fases, quero dizer, presente passado e futuro; também dotados do conhecimento da linguagem de todas as criaturas existentes; também dotados da capacidade de viajar a velocidades incríveis de um mundo ao outro em forma consciente, movendo-se de maneira ininterrupta nestes espaços. Possuem a faculdade de ler o pensamento, de perceber os Karmas (ações), Karmas puros ou impuros dos Seres Humano, conhecer a história de origem de todas as criaturas viventes neste mundo visível e invisível, habitar os corpos de outros seres para cumprir missões especificas, possuir o conhecimento de todas as filosofias, ciências e artes, permanecendo sempre em comunhão com a Divindade entronizada em seu coração.

Estes grandes Siddhas podem se classificar em quatro ordens:

1-       Deva Siddhas
2-       Charana Siddhas
3-       Datta Siddhas
4-       Kanya Siddhas

A ordem dos Deva Siddhas estão sempre em companhia dos Mahatmas e estão dotados com a realização de Beatitude yóguica, seus corpos são invulneráveis a todo tipo de arma e também ao fogo.Em suas meditações se diz que a Divindade se manifesta em seu próprio coração.

A ordem dos Charana Siddhas tem esse nome por seu trabalho que consiste em proteger e propagar a Suddha Dharma e o Bhagavat Dharma, para o bem estar dos mundos de onde eles assumem seu trabalho utilizando diversos corpos.

A ordem Datta Siddhas geralmente são dos seres que residem em montanhas solitárias e seu trabalho é de transportar os Yoguis, Maharishis, e Mahatmas através dos diferentes mundos sempre orientados por Sri Bhagavan Narayana (Diretor Planetário), para a sustentação do Sanatana Dharma (Lei Eterna).

Enquanto a quarta ordem os Kanya Siddhas, permanecem invisíveis conferindo as iniciações Suddhas aos Dasas (dasas = alunos já consagrados ou inciciados na Suddha Dharma Mandalam), os quais obtêm mediante essa graça, excelências materiais e espirituais.

 
SIDDHAS NAYAKAS
Não devemos confundir esta ordem de Siddhas com a dos Siddhas-Nayakas, os quais assessoram aos primeiros do trabalho pela humanidade.

Estes denominados Siddhas Nayakas se constituem de trinta e dois seres e sua constituição é sutil, composta de ar e fogo, é do tamanho do dedo polegar e podem assumir formas parciais ou totais sem convenientes de tamanho. Neles predominam os princípios feminino e masculino.

Estes trinta e dois Siddhas Nayakas se subdividem em seis grupos de acordo com a tarefa que desempenham; o primeiro grupo de seis, esta subordinada as ordens diretas se Sri Narayana, e são conhecidos coletivamente como Vajradevas e Muktadevas (ou Yedhamanas). São permanentes seguidores do caminho do Yoga e se caracterizam por fazer uso dos princípios masculinos e femininos segundo eles o necessitem para o seu trabalho no mundo, tendo a sabedoria, à vontade e a atividade como energias usadas por eles em forma constante. Esta sabedoria, vontade e ação são características originárias dos três primeiros Raios da Fraternidade.

Sob as ordens diretas de Sri Yoga Devi se encontram os Pravaladevas, que em sua condição de dirigentes familiares, trazem ao mundo filhos com características Yóguicas. Estes Siddhas podem ser indistintamente homens ou mulheres do mais elevado nível espiritual.

O terceiro grupo desses Siddha Yoguis (Viduryadevas) constituído por cinco Hierarcas, são um meio de manifestação de Dakshinamurti (Mestre que ajuda a evolução especifica de algum ser) e estão dotados do princípio masculino.

O quarto grupo é conhecido coletivamente como Pushpadevas (Deva-yoguis), seres celebres de nascimento e permanentes buscadores de Brahman (Deus Imanifesto). Eles executam sua tarefa dirigida diretamente pelos Kumaras.

O penúltimo grupo servidores diretos do senhor Naradeva, é conhecido na literatura Siddha como Ratnadevas, de princípios masculinos, são observantes do caminho dos Vanaprashtas, ou seja, os eremitas, habitantes de templos retirados do mundo.

O sexto e ultimo grupo destes trinta e dois Siddhas Nayakas, coletivamente conhecidos como Samnyasines, estão dotados de plena energia e são aqueles que estão encarregados da promulgação do Suddha yoga, e possuem a missão que outorga iniciações Suddha em forma direta.

 
MAHATMAS
Nos planos superiores a todos esses que já foram mencionados, se encontram os Mahatmas, ou seja, grandes almas, que são diferentes dos Siddhas, seguem seu caminho de progresso sem se deterem em seu avanço espiritual e sempre trabalhando no bem estar dos seres.

Em regra gerais esses Hierarcas trabalham em prol da humanidade usando corpos de matéria Divina, a qual é sutilíssimo e reluzente. Desses grandes seres conhecemos quatro ordens:

1-       Pratama
2-       Deva
3-       Brahma
4-       Dharma

As primeiras desta ordem, Pratama, são os devotos de Paramatma (Supremo Deus), e seu estado de consciência funciona no plano de yoga (Turiya), atuando Eles na condição de Samipya (liberação).

A seguinte ordem dos Deva, atuam nos planos formados por matéria divina, que são os devotos do quinto aspecto de Deus (Brahman ou Purusha).

A terceira ordem, Brahma, sempre atuantes nos planos já mencionados, obtém durante sua meditação o contato com a Divindade com o seu aspecto Cósmico, Onipresente, e Onipotente. Estes seres servem como agentes para o trabalho das grandes encarnações que de tempo em tempo aparecem na humanidade para ajudarem a sua elevação.

A quarta e ultima classe, Dharma, que também executam seu trabalho em planos de matéria divina, resguardam eficientemente a execução dos atos necessários para o bem estar do mundo que efetua a Hierarquia Divina.

Dessas quatro classes as três primeiras, ou seja, Pratama, Deva e Brahma, administrarão as necessidades da humanidade e trabalham em cooperação com os Siddhas unicamente e em forma direta, não sendo visíveis para os homens comuns; A quarta classe, Dharma, nos faz contatar com seres elevados, yoguis e sábios que já obtiveram a visão cósmica e transcendental.


HAMSAS
Nos planos imediatamente superiores habitam os HAMSAS, cujas funções se relacionam com as Yugas, ou seja, idades cíclicas as quais variam de acordo com uma ordem estabelecida pelo Senhor Narayana. Esses mestres são inspirados diretamente pelo grande Mestre Chandhabhanu, que é o ser que preside e dirige os planos Akásicos (memória cósmica).

Desses Hamsas, três presidem o período de Krita Yuga (idade do ouro ou Satya Yuga), Quatro presidem o período de Treta Yuga (idade da prata), Cinco presidem o período do Dwapara Yuga (idade do bronze), Sete presidem sobre o atual período do Kali Yuga (idade do ferro).

São esses seres que nutrem o discípulo de uma semente de iluminação espiritual, quando este mesmo já alcançou o estado de Samnyasa e Tyaga.

Estes mesmo seres, Hamsas, possuem a faculdade de vencer a ilusão, porque não estão sujeitos a continua roda de nascimentos e mortes. Seus corpos estão constituídos por Suddha Anu (partículas puríssimas); são magistralmente versados em todas as ciências e sendo assim são mestres e instrutores na pratica sutil do Raja-Yoga. Estes mesmo Seres são adeptos do Brahma Yoga (Suddha Dharma Mandalam), e de acordo com a necessidade dos tempos, eles tomam diferentes aparências para expor as ciências e filosofias básicas.

Os setes Hamsas para este Kali Yuga são: Subramanya, os quatros Kumaras, o grande Yogui Maitreya, e Hayagriva, possuindo cada um deles, dez altos yoguis que trabalham como secretários para cada um deles.

Em relação aos Manus, é seres que ocupam na Grande Fraternidade Branca, uma posição proeminentemente alta com respeito à evolução humana, seus cargos correspondem aos planos do Dharma mundial. Dotados de Yoga Shakti (energia de união), seu trabalho se relaciona com o processo temporal.

Nas escrituras Suddhas eles estão mencionados sob uma divisão de quatro grupos:

1-       Pravritti Manus
2-       Nivritti Manus
3-       Suddha Manus
4-       Bhagavan Manu

O primeiro grupo, Pravritti Manus, são os progenitores guardiões da humanidade em evolução. Os Nivritti Manu dirigem os aspirantes pelo caminho da abstração e subjetividade. Os Suddha Manus, são dedicados ao ensinamento e propagação do Bhagavat Dharma, ou seja, da suprema lei, possuindo para este trabalho a visão do transcendente.

Finalmente Sri Bhagavan Narayana, que é aquele que preside os três primeiros grupos, é considerado como o Bhagavan Manu.

Cabe aqui ainda esclarecer que é estes grandes Hierarcas também são qualificados individualmente como “Manus”, pertencendo ao primeiro grupo de Pravritti Manu os Manuputras também os Devas e também os Senhores dos Sete Raios que são os Saptarishis (mais conhecidos no Ocidente como Mestres dos Sete Raios Ascencionados); pertencem também ao grupo do Nivritti Manu os quatros Kumaras que são: Sanaka, Sanadana, Sanatsuyata e Sanatkumara, dos quais podemos afirmar que seus trabalhos vão além de qualquer conhecimento e também são reveladores da natureza que libera o ciclo de nascimentos e mortes. Como Suddha Manus estão: Kapila, Brahmayagna, Suvala e Narada.

Como Bhagavan Manu esta diretamente como já foi dito representado por Sri Narayana nos seus quatro aspectos (dimensões) que são: Narayana, Nara, Hari e Krishna. Podemos então compreender definitivamente que é este Narayana que encarna de tempo em tempo, utilizando diferentes veículos, ou seja, corpo material, de diferentes aspectos, para sustentar em nosso sistema solar o Sanatana Dharma, ou seja, a Lei Eterna e Transcendente.

Devo esclarecer que esta exposição compreende muitos mais Seres do que aqui foi mencionado, sendo este artigo apenas um esboço da literatura Suddha. Devo afirmar também que estes Seres dependem das nossas ações para estarem podendo nos ajudar, nos encaminhando até um caminho de felicidade duradoura cujo objetivo final será a liberação da nossa Alma de acordo com o nível de consciência que teremos condições de conquistar.

Pode ser que muitos de nós demoraremos séculos para encontrarmos o caminho do aperfeiçoamento, mas mesmo assim, estes Hierarcas possuidores do dom da incomensurável paciência, amor e dedicação por nós seus irmãos menores, estarão sempre atentos aos nossos passos, ações e motivações de intenção, já que para Eles o tempo não existe; o passado, o presente e o futuro somente são o meio utilizado para definirmos o nosso progresso individual.

Desejo a todos os leitores que o esplendor desses Seres Divinos iluminem nossos corações nos trazendo sempre mais conhecimento e humildade para alcançarmos a Maestria da Consciência Cósmica.

Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)

Praticante e estudiosa de Suddha Raja Yoga desde 1974, Gnana Dhatha (Sacerdotisa) da Suddha Dharma Mandalam, recebeu o título honorário em 2004 de Ashrama Acharya (Instrutora) reconhecido pelo Conselho Mundial de Yoga. Yogaterapeuta especializada em Psicologia do Yoga, também capacitada em outras técnicas como: gemoterapia, florais, reiki, cromo e laya yoga. Fundou em 1994 o Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala.
suddha dharma, yoga, meditação


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